O ser humano tem muitas dúvidas, perguntas e desafios existenciais. O que é a vida? Quem sou eu? O que é o propósito da vida? O que eu devo fazer? etc. E de fato as respostas estão dentro de nós, ou seja, dentro do campo para serem acessadas e podem ser acessadas através do Triângulo Sistêmico.

Para entender quem nós somos, seria necessário entender o que nós somos. Um pensamento lógico sobre a nossa existência indica que tudo que existe vem de algum lugar. Vamos então imaginar que no início nada existia…, um vão…, o espaço e neste espaço tudo era sem forma. Hoje, através do conhecimento filosófico e cientifico da física quântica e campo quântico, sabemos que nesse vão, nesse espaço, existia o que podemos chamar de causa primeira; a origem de tudo, com a característica de uma energia inteligente e criativa. Uma energia totalmente ciente da sua existência infinita e que move e cria constantemente.

Sempre enfrentamos o longo dilema de tentar delinear quem nós realmente somos e como nos enquadramos no esquema da vida. Nós inicialmente, através da experiência e maturidade adquiridas, reconciliamos até certo ponto as realidades e crenças de nossos pais com nossas crenças sociais e quando isto é feito, percebemos que passamos nossa infância e adolescência vivendo as realidades de outros. Essa percepção frequentemente cria o sentimento de vazio pessoal.

O sentimento de vazio, descontentamento ou melancolia pode ser a voz interior dizendo que deve haver mais na vida do que apenas trabalhar pra ganhar dinheiro, ganhar dinheiro para comer, comer para ter forças para trabalhar, trabalhar pra ganhar dinheiro… Essa é a voz interior chamando para nos lembrar de quem e o que nós realmente somos. Chamando-nos para observar e recriar nossas realidades e crenças.

Somos entidades baseadas em emoções. Tudo o que pensamos e fazemos está baseado no desejo de experimentar certas emoções, ou seja, simplesmente sentir. Tudo que pensamos, falamos ou fazemos está baseado num desejo consciente ou inconsciente de nos sentirmos bem ou de evitar nos sentirmos mal. Toda nossa vida e ações são medidas pela maneira como nós e os outros sentimos em relação às coisas que fazemos, vemos, tocamos, saboreamos e cheiramos. Colocando de maneira simples, todos os nossos sentidos conhecidos estão programados para aceitar o que nos faz sentir bem e rejeitar o que nos faz sentir mal.

Nós somos simplesmente o que nós pensamos e acreditamos. O que nós somos e como nos sentimos e reagimos a nós mesmos, aos outros e ao nosso ambiente, está baseado em nossas realidades e conjuntos de crenças individuais. Somos condicionados a escolher inconscientemente e instintivamente o que nós sentimos em qualquer situação e como queremos reagir àquela situação, baseados em nossas emoções. A boa notícia é que nós podemos também aprender a escolher conscientemente o que nós queremos sentir e como queremos reagir, em qualquer situação, simplesmente exercitando nosso natural direito de escolha. 

Vamos fazer uma experiência simples: pegue uma fotografia de pessoas ou coisas, preferencialmente que retrate muita atividade. Primeiro, tape a fotografia e feche os olhos. A seguir, pense em uma emoção que você gostaria de sentir ao olhar para a fotografia, então abra os olhos e olhe para algo naquela fotografia que lhe desperte a emoção escolhida. Quando a emoção escolhida for sentida, tape novamente a fotografia, feche seus olhos e então escolha uma emoção completamente diferente, de preferência oposta à primeira. Abra seus olhos e olhe para algo naquela mesma foto que lhe faça sentir a nova emoção escolhida.

A possibilidade é que você, quase certamente, sentirá o que você colocou em sua mente que sentiria ao ver a foto, simplesmente porque você escolheu sentir aquilo e também porque você acreditou que sentiria.

Quando desejamos algo, nós fazemos que isso aconteça e quando o desejo é motivado pelo elemento de amor, a energia criativa é imediatamente posta em ação. Para desejar e criar efetivamente, a primeira lei é que nós devemos amar nosso desejo objetivamente. A segunda lei é que nós devemos manter o pensamento afirmativo de nosso objetivo desejado; ou seja, nós devemos pensar apenas no que nós queremos e como queremos aquilo, e não pensar no que não queremos e como não queremos aquilo. É como ir a um restaurante, lá nós pensamos e pedimos apenas a refeição que escolhemos no cardápio.

Acreditar é um ato de Fé e Fé é o ato de Saber. Nós nunca podemos realmente acreditar em algo ou ter fé naquilo a menos que nós saibamos com certeza que aquilo existe. Por exemplo, nós sabemos que existimos porque nós pensamos e sentimos. Todos sabem e acreditam que a Estátua da Liberdade está em Nova Iorque, mesmo que nunca tenham estado em Nova Iorque.

Precisamos também prestar muita atenção em nossas palavras. Palavras são expressões verbais de pensamentos. Se nós realmente observarmos e prestarmos atenção nas coisas que dizemos, facilmente veremos nosso padrão de pensamento. Palavras são poderosos instrumentos de comandos mentais verbalizados. O que nós dizemos afeta o que nós pensamos que em consequência afeta o que nós acreditamos e sentimos. Da mesma maneira, que nossos sentimentos e crenças afetam diretamente nossos pensamentos, que em resposta afetam nossas palavras.

O que nós dizemos para as pessoas afeta da mesma maneira o que elas pensam e em resposta, o que elas acreditam e sentem. Nós podemos criar e curar com palavras, tanto quanto podemos destruir. O poder criativo das palavras deve ser reconhecido, respeitado e aplicado positivamente em nossa vida para o benefício de todos.

A aplicação criativa das palavras é feita simplesmente por verbalizar positivamente, com amor, nossos objetivos desejados a qualquer momento. Nós devemos constantemente dizer o que queremos e como queremos isto, e não o que não queremos ou como não queremos algo. Isto porque a mente humana, apenas identifica e reconhece afirmações positivas.